IFRS S1 e S2: Como o módulo ESG Insights da PlurieBR prepara sua empresa para as novas normas

Resumo:

Solução integrada combina inteligência artificial com frameworks internacionais para transformar a gestão de sustentabilidade corporativa em vantagem competitiva e impacto financeiro
Mão tocando um ícone digital de árvore no centro de um círculo com símbolos de ESG e sustentabilidade, como turbinas eólicas, reciclagem, bateria com setas circulares, globo, tomada elétrica, sacola reutilizável e árvores, representando energia limpa, economia circular e responsabilidade ambiental para se adequar à IFRS S1 e S2

Com a consolidação das normas globais IFRS S1 e S2, a transparência ESG tornou-se o novo padrão para o mercado de capitais. Agora, imagine a seguinte situação: sua empresa está prestes a fechar uma rodada de investimentos, mas os potenciais investidores pedem relatórios detalhados sobre práticas ambientais, sociais e de governança. Ou então, você precisa reportar dados de sustentabilidade para se manter competitivo no seu setor de atuação. Cenários como esses não são mais exceções, pois se tornaram realidade para empresas de todos os portes.

Investidores ao redor do mundo estão priorizando critérios ESG em suas decisões para alocação de capital, e as empresas que não conseguem demonstrar práticas sustentáveis enfrentam dificuldades crescentes para captar recursos a custos competitivos. Para as organizações, isso significa que a gestão de sustentabilidade deixou de ser apenas uma questão de responsabilidade social para se tornar um fator decisivo no acesso a recursos financeiros, na redução de custos operacionais e na competitividade de mercado.

É nesse contexto que a PlurieBR lança o ESG Insights, um módulo que transforma a forma como organizações brasileiras gerenciam sustentabilidade. A proposta é converter um processo tradicionalmente burocrático em ferramenta estratégica que conecta dados ambientais, sociais e de governança aos resultados financeiros do negócio.

“Uma das principais vantagens é a mensuração financeira dos riscos e oportunidades. A plataforma conecta o equilíbrio socioeconômico ambiental ao pilar financeiro. Conseguimos responder: quais são os maiores riscos dos tópicos materiais? Quanto eles podem custar? É uma plataforma que ajuda as empresas a entenderem riscos de sustentabilidade de verdade”, explica Laura Salles, CEO da PlurieBR”. 

O que é o ESG Insights e como funciona?

O ESG Insights é um módulo integrado à plataforma PlurieBR desenvolvido para apoiar empresas na otimização de processos e elaboração de relatórios de sustentabilidade. Diferente de soluções que funcionam apenas como repositórios de dados, o ESG Insights conecta três pilares de forma integrada:

  1. Medição: Captura e organização de dados ESG relevantes;
  2. Análise inteligente: Processamento automatizado via inteligência artificial generativa;
  3. Geração de valor: Conversão de insights em ações estratégicas mensuráveis

A plataforma trabalha com os frameworks mais reconhecidos internacionalmente: GRI (Global Reporting Initiative), SASB (Sustainability Accounting Standards Board), CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) e IFRS (International Financial Reporting Standards).

Mais do que garantir o alinhamento técnico com esses padrões e normativas, o ESG Insights as utiliza como fundamento para uma gestão verdadeiramente estratégica. A ferramenta organiza-se em dois módulos independentes e complementares: Relatórios de Sustentabilidade e Riscos e Oportunidades, permitindo que as empresas avancem além do compliance, transformando a sustentabilidade em vantagem competitiva mensurável.

Como a inteligência artificial acelera a gestão ESG

Quem já elaborou relatórios de sustentabilidade conhece bem o desafio: reunir dados espalhados por diferentes departamentos, organizá-los segundo frameworks específicos e identificar riscos materiais. Tudo isso pode consumir semanas ou até meses de trabalho intensivo.

Nesse cenário de transformação, muitas tecnologias surgem para apoiar as decisões de negócio. O mercado de IA aplicada ao ESG, por exemplo, deve saltar de US$1,24 bilhão em 2024 para US$14,87 bilhões até 2034, crescendo a uma taxa anual de 28,2%, segundo relatório da Market.us. Esse crescimento reflete a realidade de que as empresas estão deixando de ver a inteligência artificial como um diferencial opcional para reconhecê-la como infraestrutura essencial da gestão ESG moderna.

“A base da nossa plataforma é de IA generativa de ponta a ponta. São muitos agentes de IA trabalhando simultaneamente, automatizando processos que antes demandavam semanas de trabalho manual. O ESG Insights adota uma abordagem híbrida que equilibra automação inteligente com controle humano estratégico”, explica Salles.

Na prática,  a ferramenta solicita informações estruturais básicas como porte, setor de atuação, mapeamento da cadeia de valor (fornecedores e parceiros estratégicos) e localização geográfica dos ativos operacionais. A partir dessas informações, o sistema realiza análise de riscos climáticos baseada em geolocalização, sugere tópicos relevantes para o setor, mapeia riscos setoriais específicos e gera planos de ação priorizados.

“Todas as sugestões geradas pela IA precisam ser validadas pela empresa, garantindo que reflitam sua realidade operacional. Essa arquitetura preserva a autonomia decisória da organização enquanto multiplica a velocidade de análise. É o melhor dos dois mundos entre eficiência tecnológica e inteligência estratégica humana”, reforça Salles.

Navegando pelos frameworks: GRI e IFRS

Um dos maiores desafios para empresas que começam a estruturar sua gestão ESG é escolher qual framework seguir. A boa notícia é que essa complexidade está diminuindo nos últimos anos. Os principais padrões internacionais estão convergindo, tornando o caminho mais claro para organizações que buscam reportar suas práticas de sustentabilidade de forma consistente e comparável.

GRI: o padrão mais adotado mundialmente

O Global Reporting Initiative (GRI) é um dos frameworks mais utilizados no mundo para relatórios de sustentabilidade. Criado em 1997, ele se consolidou como referência global por seu conceito de dupla materialidade.

Mas o que isso significa na prática? A dupla materialidade reconhece que a relação entre empresas e sustentabilidade funciona em duas direções. De um lado, avalia os impactos que a empresa causa no meio ambiente e na sociedade por meio de suas emissões de carbono, práticas trabalhistas, impacto nas comunidades locais. 

De outro, considera como questões ESG podem afetar o desempenho financeiro da própria empresa, como riscos climáticos que ameaçam operações, mudanças regulatórias que podem elevar custos, ou expectativas sociais que influenciam a reputação da marca.

“A plataforma está programada com todos os critérios do GRI e eles guiam nosso trabalho. Além disso, outros módulos da PlurieBR alimentam automaticamente seções conectadas à DEIP e direitos humanos. Essa visão de 360 graus torna o GRI especialmente valioso para empresas que precisam comunicar impactos a um público amplo de investidores, mas também colaboradores, comunidades, ONGs e reguladores”,  explica Nathália Gaiarim, Líder de Sustentabilidade na PlurieBR.

IFRS S1 e S2: foco financeiro para investidores

Se o GRI oferece uma visão ampla de impacto socioambiental, os padrões IFRS S1 e IFRS S2, lançados em junho de 2023 pelo International Sustainability Standards Board (ISSB),  adotam uma perspectiva mais direcionada ao financeiro. 

O IFRS S1 estabelece os requisitos gerais para que empresas divulguem como riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade podem afetar seus fluxos de caixa, acesso a financiamento ou custo de capital ao longo do tempo. Trata-se de uma mudança fundamental de paradigma: a sustentabilidade deixa de ser apenas “tema de responsabilidade social” para se tornar uma “questão financeira material”, tão relevante quanto demonstrações contábeis tradicionais.

Já o IFRS S2 aprofunda especificamente as questões climáticas. Ele exige que as empresas divulguem informações detalhadas sobre impactos diretos das mudanças climáticas nas operações, como enchentes que podem paralisar fábricas, secas que afetam cadeias de suprimento ou eventos extremos que ameaçam ativos físicos (riscos físicos).

Também traz dados sobre impactos decorrentes da transformação para uma economia de baixo carbono, a exemplo de novas regulamentações mais restritivas, mudanças tecnológicas que podem tornar processos obsoletos, alterações nas preferências de consumo e dinâmicas de mercado (riscos de transição).

A diferença fundamental entre GRI e IFRS está no público-alvo e na perspectiva. Enquanto o GRI fala para múltiplos stakeholders sobre impactos bidirecionais, o IFRS fala principalmente para investidores e credores sobre materialidade financeira. Na prática, muitas empresas acabam usando ambos os frameworks de forma complementar. O GRI para relatórios de sustentabilidade mais amplos e o IFRS para comunicações financeiras integradas.

Materialidade: definindo o que realmente importa

A verdade é que nenhuma empresa tem recursos infinitos para endereçar todos os temas de sustentabilidade. Não é possível endereçar simultaneamente todas as questões ambientais, sociais e de governança que existem. Mudanças climáticas, direitos humanos, diversidade, economia circular, governança corporativa, relações com comunidades, gestão de água e biodiversidade. A lista de temas ESG relevantes é extensa e continua crescendo a cada ano.

É aí que entra a análise de materialidade, um processo estruturado que ajuda a empresa a responder uma pergunta fundamental: dentre todos os temas ESG possíveis, quais são os mais relevantes para o nosso negócio específico? Uma mineradora precisará priorizar a gestão de rejeitos, impacto em comunidades e uso de água. Uma fintech, por outro lado, focará em privacidade de dados, inclusão financeira e diversidade no setor de tecnologia. São realidades completamente distintas.

“A plataforma permite conduzir um processo estruturado de materialidade por meio do engajamento de stakeholders (funcionários, investidores, clientes, fornecedores) através de questionários específicos para priorização dos temas”, explica Salles. 

“O sistema gera automaticamente uma matriz de materialidade que pode contemplar diferentes abordagens, dependendo da estratégia e do framework escolhido pela empresa. Existem diversos tipos de materialidade reconhecidos internacionalmente, e a plataforma está preparada para trabalhar com todos eles. A empresa pode optar por trabalhar exclusivamente com materialidade financeira, alinhada ao IFRS e focada na perspectiva dos investidores, ou adotar a dupla materialidade do GRI, que considera tanto os impactos da empresa no mundo quanto os impactos do mundo na empresa. O importante é que a análise seja robusta e reflita genuinamente os riscos e oportunidades do negócio”, acrescenta. 

Quando bem feita, a análise de materialidade se torna bússola estratégica que direciona investimentos, define KPIs e conecta sustentabilidade aos objetivos corporativos de forma genuína e mensurável.

O desafio de olhar para além das fronteiras da empresa

Uma das maiores complexidades da gestão ESG atual é compreender riscos que vão muito além dos portões da empresa. Fornecedores distantes, parceiros logísticos, clientes finais, todos fazem parte de uma cadeia de valor interconectada que pode esconder vulnerabilidades críticas para o negócio. Mapear e entender esses riscos de forma sistemática deixou de ser opcional, tornando-se essencial para qualquer estratégia de sustentabilidade que pretenda ser genuinamente abrangente.

“A plataforma ESG Insights sugere os tópicos materiais com base no contexto da organização e, a partir do mapeamento da cadeia de valor, utiliza inteligência artificial para sinalizar riscos e seus níveis de gravidade, cruzando critérios de setor e geolocalização. Ao integrar os dados geográficos das entidades parceiras com variáveis climáticas externas, o sistema identifica exposições a riscos físicos e de transição. Essas informações fornecem o embasamento necessário para que a empresa estime impactos financeiros, estabeleça planos de ação e defina metas claras de mitigação. A plataforma assegura o acompanhamento contínuo da evolução dessas metas, permitindo que as ações sejam gerenciadas e atualizadas conforme o progresso da organização”, explica Salles.

Dashboards inteligentes e implementação ágil

Uma plataforma ESG só é eficaz se as pessoas certas acessam as informações certas no momento certo. O ESG Insights foi desenhado com essa premissa, oferecendo dashboards diferenciados por perfil de usuário. O time de sustentabilidade tem acesso operacional completo para inserção e gestão detalhada de dados. A liderança conta com visão gerencial e análises consolidadas para decisões táticas. Já o C-level acessa dashboards executivos focados em riscos críticos, oportunidades estratégicas e acompanhamento de planos prioritários.

“A seleção dos KPIs é orientada pela materialidade e pode ser totalmente customizada. Simplificamos ESG para que as informações sejam direcionadas de acordo com as necessidades de cada pessoa”, pontua Salles.

Mas de nada adianta ter uma plataforma robusta se a implementação for demorada. Um dos maiores obstáculos para adoção de sistemas ESG é justamente o tempo de implementação. Projetos que levam seis meses ou um ano frequentemente perdem o timing estratégico, seja para atender investidores, participar de licitações ou responder a demandas regulatórias.

O ESG Insights quebra esse paradigma: pode estar completamente operacional em até 15 dias. Isso inclui formação inicial de 1h30min com o time, definição de workspaces por CNPJ ou marca, registro e configuração de acessos, tutoriais guiados com manual completo, e pessoa de Customer Success dedicada para acompanhar a jornada.

Essa agilidade é possível porque a plataforma foi desenvolvida com base em muitas horas de pesquisa sobre fluxos de trabalho reais de times de sustentabilidade, eliminando complexidades desnecessárias sem comprometer a sofisticação técnica.

ESG Insights como motor de competitividade

A jornada ESG das empresas está mudando de natureza. O que começou como resposta a pressões regulatórias está se transformando em fonte genuína de vantagem competitiva. Organizações que investem em práticas sustentáveis estão colhendo benefícios como maior eficiência operacional, melhor gestão de riscos, acesso facilitado a novos mercados e fortalecimento de reputação. 

Ao mesmo tempo, empresas que negligenciam a agenda ESG enfrentam dificuldades crescentes, envolvendo restrições no acesso a capital até perda de competitividade em cadeias de valor que exigem padrões sustentáveis.

Esse movimento cria um ciclo virtuoso: melhores práticas de sustentabilidade reduzem riscos operacionais e reputacionais, abrindo oportunidades de negócio e permitindo investimentos adicionais em inovação sustentável. É uma dinâmica que recompensa quem age primeiro e penaliza quem fica para trás.

O ESG Insights se posiciona exatamente nessa interseção entre compliance e estratégia. Ao combinar automação inteligente, alinhamento com frameworks internacionais e foco em materialidade financeira, a plataforma transforma um processo tradicionalmente burocrático em ferramenta estratégica de criação de valor.

“Nossa missão é democratizar o acesso a ferramentas de classe mundial para gestão ESG. Queremos que empresas brasileiras, independentemente do porte, possam competir em igualdade de condições nos mercados globais. E isso passa por profissionalizar a gestão de sustentabilidade não como custo adicional, mas como investimento em competitividade e resiliência de longo prazo”, conclui Salles. 

Em um mundo onde sustentabilidade e desempenho financeiro estão cada vez mais interconectados, ter as ferramentas certas pode fazer toda a diferença entre liderar a transformação ou ficar para trás.

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