NR-1: O mínimo que sua empresa precisa (mesmo) fazer em 2026

Resumo:

O prazo de adaptação para a nova NR-1 está chegando ao fim. Em maio deste ano, a fiscalização entra em campo para verificar se a saúde mental saiu do papel e virou gestão real
Mulher em ambiente de escritório realizando alongamento no pescoço enquanto está sentada à mesa com caderno aberto, com colegas trabalhando ao fundo, representando saúde ocupacional, ergonomia e conformidade com a NR-1 no ambiente corporativo.

Se você sentiu que o tempo voou desde os primeiros anúncios da nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), você não está sozinho. O ano de 2026 começou com um lembrete importante para o RH e para as lideranças: o dia 26 de maio marca o fim do período de transição para as novas exigências de gerenciamento de riscos psicossociais.

O que antes era visto como um “adiamento” pelo Ministério do Trabalho, agora se mostra como o prazo final para que as empresas brasileiras saiam do modo reativo e entrem na era da prevenção baseada em evidências.

Estar em dia com as obrigações legais em 2026 não é apenas uma questão de preencher formulários ou atualizar o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Agora, a norma exige que o estresse, o burnout e o assédio sejam tratados, por exemplo, com o mesmo rigor técnico que um risco de choque elétrico ou queda de altura.  A partir deste ano, a empresa precisa provar, por meio de dados e ações concretas, que o ambiente de trabalho não está adoecendo quem o faz acontecer.

O peso da realidade: por que os dados recentes assustam?

Segundo levantamento da Mercer Brasil divulgado em 2025, 78% das empresas que ainda não implementaram medidas efetivas de gestão de saúde mental reportaram custos indiretos relacionados ao presenteísmo (quando o colaborador está fisicamente presente, mas mentalmente ausente) equivalentes a 35% de perda de produtividade em setores críticos.

O estudo também revelou que o custo médio de reposição de um profissional que se afasta por burnout chega a três vezes o salário anual do cargo, considerando recrutamento, treinamento e perda de conhecimento institucional. Esse dado evidencia que a negligência com a saúde mental não representa apenas um problema humano, mas uma sangria financeira que compromete a sustentabilidade do negócio.

A questão vai além dos custos diretos. Uma pesquisa de 2024 do Zenklub em parceria com a Harvard Business Review Brasil demonstra que cada real investido em programas de saúde emocional pode gerar retorno de até quatro reais em produtividade e redução de rotatividade. 

O estudo destaca ainda que ambientes marcados pela insegurança psicológica, onde colaboradores não se sentem à vontade para expressar opiniões, cometer erros ou pedir ajuda, elevam o turnover para alarmantes 56% ao ano, criando um ciclo vicioso que sufoca o engajamento e bloqueia a inovação.

O levantamento de 2025 da Robert Half reforça essa tendência.  Problemas de saúde mental no ambiente corporativo não apenas persistem, como se intensificam, elevando afastamentos prolongados e multiplicando custos com substituições emergenciais e perda de conhecimento estratégico. 

Quando colaboradores adoecem emocionalmente, as empresas perdem não apenas produtividade imediata, mas também expertise acumulada, relacionamentos construídos e a confiança necessária para sustentar equipes de alto desempenho.

O que esses dados destacam é que o modelo de gestão baseado na pressão desmedida e na ausência de suporte emocional atingiu um ponto que precisa ser revisto. O trabalhador de 2026 está mais consciente de seus direitos, mais atento aos sinais de esgotamento e menos disposto a aceitar condições que comprometam sua saúde. 

Nesse contexto, a conformidade com a NR-1 deixa de ser apenas uma obrigação legal e passa a representar a única via possível para construir operações sustentáveis, resilientes e atrativas em um mercado cada vez mais competitivo por talentos.

Como o “mínimo” se traduz em prática no dia a dia

Para uma empresa estar verdadeiramente em conformidade com a nova redação da NR-1, o primeiro passo é integrar os riscos psicossociais ao inventário de riscos da organização. Isso significa que não basta mais contratar um app de meditação ou oferecer frutas na copa. 

A fiscalização agora quer ver se a empresa avalia a organização do trabalho, o ritmo das metas, a clareza das funções e a qualidade das relações interpessoais. O “mínimo” viável exige um diagnóstico que ouça as pessoas e transforme essas percepções em planos de ação com prazos e responsáveis definidos.

Para Laura Salles, fundadora e CEO da PlurieBR,  o – principal desafio das empresas é tentar resolver problemas complexos com soluções superficiais. “O discurso de que ‘cuidamos das pessoas’ não se sustenta sem métricas robustas. Sem indicadores, as ações são um tiro no escuro. Em 2026, a inteligência de dados se torna a melhor amiga do RH, permitindo que a empresa identifique se o burnout de um setor é causado pela liderança ou por processos falhos, permitindo uma correção cirúrgica e eficiente”, afirma a executiva. 

Quando conformidade vira vantagem competitiva

O verdadeiro diferencial não está em cumprir a lei, mas em compreender que saúde mental é estratégia de negócio. O adiamento da norma para maio de 2026 representou mais do que um prazo adicional, foi uma oportunidade para as lideranças repensarem seus modelos de administração do negócio. As empresas que se destacam neste novo cenário são aquelas que entenderam uma verdade fundamental: a segurança psicológica é o alicerce da inovação.

Quando um colaborador se sente seguro para errar, questionar e expressar desconforto sem medo de retaliação, algo transformador acontece. A criatividade floresce, a produtividade aumenta de forma orgânica e a rotatividade cai naturalmente. Não por imposição, mas porque as pessoas escolhem permanecer onde se sentem valorizadas.

Como reforça Laura Salles, fundadora e CEO da PlurieBR, a pauta da saúde mental é urgente e não pode ser mais adiada por quem deseja ter sucesso a longo prazo. “O investimento em dados, tecnologia e, principalmente, na escuta ativa dos colaboradores é o que irá diferenciar as empresas de sucesso daquelas que apenas cumprem o mínimo”, pontua.

Lideranças preparadas: o diferencial estratégico para 2026

Com a fiscalização da NR-1 em pleno vigor a partir de 2026, o papel das lideranças capacitadas surge como peça-chave para o sucesso dessa transformação. Gestores treinados para identificar e abordar sinais de sofrimento psíquico nas equipes tornam-se agentes essenciais de mudança dentro das organizações. A empatia deixa de ser vista como uma “soft skill” opcional e passa a ser reconhecida como competência fundamental para quem ocupa posições de liderança.

A adoção de tecnologias voltadas para o monitoramento contínuo do clima organizacional também ganha relevância nesse cenário. Plataformas que utilizam inteligência artificial para analisar padrões – e níveis de satisfação em tempo real tornam-se aliadas na identificação precoce de ambientes tóxicos. Quando combinadas com canais seguros de denúncia e uma cultura genuinamente aberta ao diálogo, essas ferramentas possibilitam ações preventivas que evitam crises maiores.

O cumprimento da NR-1 é, portanto, muito mais do que uma obrigação regulatória. É uma oportunidade transformadora para que as empresas repensem suas práticas, invistam em seus colaboradores de forma genuína e construam ambientes de trabalho verdadeiramente sustentáveis.

Em 2026, não há mais espaço para improviso ou soluções pontuais. As empresas que vão prosperar são aquelas que entenderam que cuidar da saúde mental é cuidar da essência do negócio. Organizações que investirem em pessoas, dados e tecnologia não estarão apenas em conformidade, estarão em posição privilegiada para atrair, reter e desenvolver os melhores talentos em um mercado cada vez mais exigente e consciente.

A NR-1 chegou para ficar. E as companhias que a abraçarem como parte de uma estratégia integrada de gestão de pessoas não estarão apenas cumprindo a lei. Estarão construindo o futuro do trabalho. Descubra como a plataforma da PlurieBR automatiza seus indicadores e garante que sua estratégia de saúde mental seja tão precisa quanto seus resultados financeiros.  Fale com nossos especialistas.

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