Conheça a Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental (SEA): a evolução do ESG nas empresas

Resumo:

O modelo SEA aprimora a visão ESG, propondo a integração profunda entre bem-estar humano, prosperidade econômica e responsabilidade ambiental, onde a saúde mental e o bem-estar são indicadores de sucesso do negócio.
Equipe de ESG discutindo sobre SEA.

O modelo SEA aprimora a visão ESG, propondo a integração profunda entre bem-estar humano, prosperidade econômica e responsabilidade ambiental, onde a saúde mental e o bem-estar são indicadores de sucesso do negócio.

Hoje, quando falamos em sucesso corporativo, as regras não são mais as mesmas. Por um longo período na história, a principal meta das empresas era a maximização do lucro e a otimização de custos, negligenciando os impactos sociais e ambientais gerados no processo. Contudo, o mercado atual exige uma reavaliação dessa prioridade. 

Essa mudança ganhou força com a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), que transformou a responsabilidade socioambiental em um pilar estratégico. O ESG foi um passo inicial importante para as empresas considerarem riscos e oportunidades mais amplos.

No entanto, para que uma organização vá além da conformidade legal (compliance) e alcance uma verdadeirasustentabilidade de longo prazo, é essencial adotar uma visão ainda mais completa e integrada: a Sustentabilidade Socioeconômica e Ambiental (SEA).

A abordagem SEA representa a evolução deste pensamento, reconhecendo que a saúde e a estabilidade de uma empresa dependem diretamente dos ecossistemas humano e natural onde ela atua.

Integrar as dimensões Socioeconômica (que une o Social e o Econômico) e a Ambiental no centro do planejamento estratégico não é um diferencial opcional, mas sim a nova base para a competitividade e a relevância no mercado global.

Para Jorge Pinheiro Machado, presidente do R20 (Regions of Climate Action), em seu discurso no 5º Fórum Paulista de Desenvolvimento, a necessidade desse equilíbrio é inegociável:

“No mundo contemporâneo e futuro, não existirá desenvolvimento que não esteja dentro das regras da sustentabilidade. Para alcançarmos este modelo, é fundamental que as ações da sociedade, dos governos e das empresas contemplem o equilíbrio socioeconômico-ambiental. Sem esse tripé, não há sustentabilidade, e sem sustentabilidade, não há desenvolvimento. Tornou-se obrigatório pensar no desenvolvimento de maneira sustentável e garantir que a sustentabilidade não traga processos fake ou greenwashing, mas que contemple de fato o equilíbrio socioeconômico-ambiental”.

A dimensão Socioeconômica: o valor inegociável do capital humano

O pilar Socioeconômico do SEA estabelece uma ponte direta entre a prosperidade financeira, o bem-estar da sociedade e, crucialmente, a saúde e o desenvolvimento do capital humano. Isso envolve garantir a equidade, a inclusão social e o desenvolvimento de comunidades, além de buscar o crescimento econômico e a eficiência na produção e distribuição de riqueza.

Nesse contexto, a saúde mental dos colaboradores surge como um indicador Socioeconômico inquestionável. Tratar o bem-estar psicológico como um benefício opcional ou uma iniciativa pontual de marketing é uma fragilidade que custa caro. Afinal, a crise de saúde mental no trabalho é uma epidemia que afeta diretamente a produtividade e a competitividade nos negócios.

Dados recentes do Ministério da Saúde, no relatório “Saúde Mental em Dados – Edição nº 13” de fevereiro de 2025, ilustram a urgência de políticas públicas e, por consequência, de ações corporativas baseadas em dados e evidências.

No ambiente empresarial, o improviso não se sustenta. O aumento acelerado de afastamentos por questões psicossociais reforça como o ambiente de trabalho pode ser responsável pela geração de estresse, ansiedade e burnout.

A verdadeira prevenção de adoecimentos exige um diagnóstico preciso e estruturado dos fatores de risco dentro de cada cultura organizacional. Para a CEO da PlurieBR, Laura Salles, a chave é a inteligência de dados:

“O discurso de que ‘cuidamos das pessoas’ não se sustenta sem métricas robustas. Essa abordagem vai além de uma simples pesquisa de clima, demandando a coleta de dados qualitativos e quantitativos sobre bem-estar, carga de trabalho, relações interpessoais e senso de pertencimento, entre outras ações”.

Integrando a dimensão Ambiental

A dimensão Ambiental do SEA foca na conservação dos recursos naturais, na proteção do meio ambiente, na biodiversidade, na gestão de resíduos e poluição, e na mitigação das mudanças climáticas. Uma empresa que adota o SEA reconhece que a responsabilidade ambiental está interligada à sua saúde econômica.

Boas práticas ambientais, como a redução do consumo de energia e a gestão eficiente de resíduos, frequentemente resultam em otimização de custos e maior eficiência operacional, o que se traduz em crescimento econômico sustentável.

Além disso, a transparência e a responsabilidade ecológica impactam diretamente a reputação da marca e a atração de talentos, elementos cruciais do pilar Socioeconômico.

O investimento em sustentabilidade, em todos seus aspectos, demonstra um compromisso real que impacta a atração e retenção de talentos. A vantagem competitiva de amanhã será a de quem investiu em seu capital humano hoje.

O roteiro para a ação: dados, estrutura e liderança genuína

A mudança nas empresas para uma abordagem proativa e estruturada, alinhada ao SEA, exige um esforço que transcende boas intenções: demanda conhecimento, investimento em tecnologia e, sobretudo, uma profunda mudança cultural.

A PlurieBR trabalha para suprir essa lacuna, oferecendo soluções baseadas em dados concretos e transformando insights em estratégias que realmente promovem ambientes saudáveis de forma estruturada. A CEO da PlurieBR, Laura Salles, afirma que não basta oferecer benefícios isolados:

“Para construir um ambiente verdadeiramenteseguro e saudável, as empresas precisam de um roteiro. É fundamental usar dados para identificar os principais gatilhos de estresse e ansiedade específicos para cada equipe”.

As empresas devem estabelecer pilares sólidos para avançar na temática, incluindo:

  • Diagnóstico: Implementar pesquisas regulares de clima organizacional com foco em indicadores de saúde mental.
  • Monitoramento contínuo: Estabelecer métricas como taxa de faltas por causas psicossociais e rotatividade por área.
  • Intervenções direcionadas: Desenvolver programas específicos baseados nos dados coletados, como treinamentos para lideranças e grupos de apoio.
  • Avaliação de impacto: Mensurar regularmente a efetividade das ações implementadas através de indicadores objetivos.

O investimento em dados, tecnologia e, principalmente, na escuta ativa dos colaboradores é o que irá diferenciar as empresas que performam de forma excepcional das que simplesmente cumprem o mínimo. A postura das lideranças e gestores deve falar uma linguagem única e humanizada.

Avançar no caminho do SEA significa construir um negóciosólido, baseado em respeito e confiança mútua, que gera benefícios a longo prazo para todas as pessoas.

Ao investir em bem-estar psicológico, a empresa não só cumpre sua responsabilidade, mas também colhe os frutos de um time mais engajado, criativo e produtivo. Em um mercado de constante evolução, o compromisso genuíno e mensurável com o bem-estar é o caminho inevitável para o sucesso duradouro das empresas”, conclui a CEO da PlurieBR.

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